O seu negócio é empreender na cozinha?

0
367

O setor de alimentação fora do lar no Brasil – principalmente o de restaurantes – atrai muitos interessados em se tornar franqueados. Em 2016, ele foi o responsável pela quarta maior taxa de crescimento do modelo de franquias no Brasil, com 8,8% de expansão, atrás apenas dos mercados de saúde, beleza e bem-estar; de serviços automotivos; e de moda.

“O ramo de alimentação sempre teve muita atratividade para empreendedores e investidores”, diz Rodrigo Ferreira, gerente-geral da rede de franquias L’Entrecôte de Paris, que serve um corte clássico francês acompanhado de molho especial e batatas – e já acumulou um bom número de selos de destaque no mercado. “O aporte no setor, em geral, é relativamente baixo e o modo de operação de uma unidade não é tão complicado.”

Em meio a tantas possibilidades de empreender com bares, restaurantes e outros modelos dentro do que se convencionou chamar no mercado de foodservice, por que optar pelo modelo de franquias? “Neste setor, a competição acirrou demais nos últimos anos”, diz Rodrigo. “Por isso, criar uma marca do zero tornou-se um desafio muito complicado.”

O apoio de uma rede de franquias pode ser a melhor maneira de empreendedores entrarem no setor – mesmo quando não têm experiência com cozinha. Segundo Rodrigo, o importante é ter uma boa capacitação e estrutura para gestão dos processos e da equipe. “Não precisa saber preparar um prato, mas é necessário ser ou ter um ótimo gestor”, diz ele.

Há, ainda, outros pontos a observar para descobrir se uma franquia do setor de alimentação é o empreendimento ideal.

Alguns elementos essenciais a considerar são:

Tipo de culinária. Avaliar bem a natureza do restaurante: uma refeição mais demorada, lanches rápidos, cozinha típica ou internacional. O modelo será determinante na hora de compreender a demanda e a complexidade do modelo de negócios.

Ticket médio. É preciso entender se o ticket médio do restaurante está de acordo com a expectativa de retorno de investimento do franqueado.

Cadeia de fornecedores.  Há bons sinais quando os insumos necessários são de múltiplas aplicações, gerando sinergias nos pratos: mais com menos. Aliás, quanto menos itens perecíveis, melhor.

Gestão de pessoas. O setor costuma ter um índice alto de rotatividade. É preciso garantir boas políticas de gestão de pessoas para evitar, o tempo todo, precisar substituir gente que não para de sair.

Controle de qualidade. Padrão no atendimento é fundamental. Mesmo que você atenda bem, uma experiência ruim em outra loja da rede pode afastar o cliente da sua unidade. É importante checar como é o controle de qualidade exercido pela franqueadora.

COMPARTILHAR