Negócios em família exigem objetividade

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Unir negócios e família é uma questão polêmica, pois existem casos de empresas familiares bem-sucedidas, mas também existem muitas empresas e famílias que não sobrevivem a empreitadas como esta, levando a empresa a fechar ou a família a se dividir. Traçar regras claras e conservar a objetividade são alguns cuidados que devem ser tomados na hora de avaliar se esta mistura vai dar certo, mas não existe uma regra ou fórmula que sirva para todos.

É o que explica o presidente da SMZTO, José Carlos Semenzato. Segundo ele, é comum ver empresas pequenas que começam como um negócio de família, motivadas pelo sonho de ter o próprio negócio e ver os entes queridos juntos e prosperando.

Muitos pais também tentam influenciar seus filhos para tocarem esses negócios e esperam que isso passe de geração em geração. Mas nem sempre o sonho se torna realidade. “O importante ao contratar é analisar se a pessoa está qualificada para a função e disposta a cumprir todas as regras da empresa e esquecer que o grau de parentesco existe”, diz.

Outro ponto que deve ser observado é a personalidade e como a pessoa lida com situações adversas. Segundo ele, a linha entre essas relações é tênue e delicada. Existem pessoas que conseguem separar as situações, mas nem todas fazem isso com fácil discernimento.

“Sempre digo: não contrate quem você não possa demitir”, afirma Semenzato. Para o empresário, esta deve ser uma decisão muito bem pensada, sem esquecer que problemas sempre existirão. “Não é proibido, desde que as regras sejam bem definidas e existam metas claras para não criar frustrações no futuro.”

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