Comitês temáticos: saiba como aumentar a participação dos investidores nas decisões da franquia

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O Brasil é o quarto país que mais possui redes de franquias no mundo e, se depender do empenho da indústria de franchising, em breve alcançará posições ainda mais elevadas. De acordo com dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising), no segundo trimestre de 2017 o mercado de franquias brasileiro cresceu 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado. No comparativo semestral, o percentual de crescimento sobe para 8% em relação ao ano anterior.

Neste cenário de prosperidade, muitas das mais de 3 mil marcas em operação no Brasil contam com comitês de franqueados. Tratam-se de grupos que têm como propósito estabelecer um relacionamento colaborativo entre franqueadores e franqueados, a fim de facilitar o processo de decisão relacionado a questões e assuntos de interesse de toda rede.

FRANQUEADOS COLABORATIVOS

Como explica José Carlos G. Fugice, sócio-diretor da empresa de consultoria e gestão de redes Goakira, é natural que o franqueado possa colaborar para o desenvolvimento da rede em que atua. Especialmente aqueles que são operadores do negócio, já que eles sempre estão presentes no dia a dia com o cliente, devem trazer valorosas contribuições para o aprimoramento constante dos processos, produtos e serviços da rede.

“Além de viver os desafios diários da operação, muitos deles pensam no negócio 24h por dia e se questionam: ‘Como vender mais? Como lucrar mais? Como captar mais clientes?’ e assim por diante”, conta o consultor. “Tudo isso gera uma sistemática interessante que força o franqueador a sair da zona de conforto e buscar novos resultados para a rede.”

TROCA DE EXPERIÊNCIAS

E é exatamente da zona de conforto que muitas redes de franquias estão saindo. Várias delas têm definido comitês de franqueados não mais de acordo com as representações geográficas, mas de acordo com as afinidades profissionais de seus investidores. Há empresas, por exemplo, que contam com comitês de coaching, mídia digital, estratégia de venda e, até, de fornecedores.

“Fazer comitês de franqueados por expertise ou know how é extremamente positivo”, ressalta Fugice. “Esse é o futuro dos comitês de franqueados. Mais do que discutir pontos de vista e opiniões, os comitês têm que ajudar a franqueadora a construir a solução para um determinado problema. Ter franqueados com conhecimento sobre temas específicos, com certeza, ajudará nesta busca.”

Todos os membros de uma rede de franquias têm a ganhar com o compartilhamento de ideias, experiências e expertise.  Os comitês de franqueados temáticos se formam para acentuar essa troca e esse debate, proporcionados pelo maior engajamento de todos os franqueados.

As empresas que já experimentaram o modelo relatam ter constatado maior grau de interação entre os próprios franqueados, melhoria na capacidade de resolução de problemas e, até mesmo, aumento no faturamento.

Não há dúvidas, portanto, de que a sintonia entre franqueadores e franqueados é uma das garantias de sucesso no franchising. Para facilitar esse processo é importante entender as diferenças e os deveres entre franqueadores e franqueados, o que deixa tudo muito claro para que os negócios tenham fluidez.

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