Franqueado recebe salário? Saiba como funciona a remuneração

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Não é novidade que as redes de franquias sejam uma solução para quem deseja realizar o sonho de ser seu próprio chefe. A questão é que, como qualquer marinheiro de primeira viagem, aqueles que decidem se enveredar pelo caminho do empreendedorismo, colecionam várias dúvidas.

Uma das principais costuma ser em relação à própria remuneração. Afinal de contas, quanto ganha um franqueado? E como essa remuneração é definida? Ela varia de negócio para negócio e de investidor para investidor?

Filomena Garcia, sócia-conselheira da Cherto Consultoria e membro do Conselho de Ética da ABF (Associação Brasileira de Franchising) explica que, em primeiro lugar, é necessário entender que há dois perfis de franqueado: o franqueado que é operador do negócio e o franqueado que é apenas sócio investidor do empreendimento.

Cenários diferentes de remuneração para cada tipo de sócio

No modelo de franquia em que existe uma combinação dos dois perfis de franqueados, o sócio investidor ganha um percentual do resultado alcançado pela franquia, cujo valor está relacionado ao tamanho da sua participação no negócio. Já o sócio operador ganha, além de um percentual do lucro obtido pela empresa, um pró-labore, que pode ser definido pela franqueadora ou estabelecido em comum acordo com os sócios investidores.

Se a franquia é propriedade de apenas uma pessoa, ela própria irá definir sua remuneração. Para isso devem ser considerados, além dos valores praticados no mercado, o modelo e a rentabilidade da franquia. Como no modelo anterior, a franqueadora também poderá definir, ou não, o valor do pró-labore, ou seja, o salário mensal que vai remunerar o trabalho deste franqueado.

“Alguns modelos já definem um pró-labore para o franqueado, mas outros não preveem isso. Afinal de contas, o principal ganho de um franqueado não é o seu pró-labore, mas sim os resultados de seu negócio”, acrescenta Filomena. Como explica a especialista, o que realmente faz os olhos do franqueado brilharem é o lucro líquido que ele tira do empreendimento. Portanto, o pró-labore não passa de um valor que remunera simbolicamente o trabalho que ele desempenha na franquia.

Custo do franqueado

Independentemente do modelo da remuneração do franqueado, é importante que o empreendedor faça provisionamento do 13º salário, reserve parte do lucro para reinvestimentos e considere, com antecedência, os gastos fixos da empresa. “Sugiro que o franqueado sempre tenha em caixa de três a seis meses de capital reservado para cobrir aluguel, salários fixos da equipe, luz e outras despesas permanentes”, indica a consultora.

Além de ser saudável para a empresa, esse tipo de atitude indica que o franqueado age com prudência e responsabilidade – duas características que podem impedir a derrocada de um negócio. Pois, ainda que a abertura da própria empresa seja o sonho de muitos brasileiros, não se pode esquecer que a etapa inicial costuma ser a mais fácil de todo o processo que implica abrir um negócio. Manter a empresa sadia e exitosa, por outro lado, é a tarefa mais desafiadora.

Por isso é sempre importante se manter qualificado como franqueado para evitar os erros mais comuns cometidos por iniciantes no modelo de franquias.

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