Franquia por repasse? Proprietário de sete unidades aponta vantagens e desvantagens desta aquisição

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Havia sete anos que o dentista Leandro Stafocher realizava atendimentos em seu consultório particular quando decidiu abrir uma franquia da rede OdontoCompany. Assim como a esposa e o amigo João Paulo, também dentistas, Leandro estava em busca de mudanças dentro do próprio segmento de atuação. A partir disso, ficou entendido que a saída para deixar de operar e apenas gerenciar o próprio negócio era abrir uma franquia.

A tentativa inicial do trio foi abrir a primeira unidade da empresa e, entre a inauguração da franquia no mercado e a obtenção dos primeiros resultados, passaram-se três anos de trabalho árduo. Este período foi suficiente para que os empreendedores percebessem que o negócio tinha um grande potencial.

Dois anos após adquirir a franquia de São Mateus (SP), Leandro e os sócios resolveram dar mais um grande passo: comprar mais duas unidades, em Guaianazes e São Miguel Paulista, sendo esta última por repasse.

Analise a situação da franquia antes do repasse

A escolha do ponto não foi aleatória. Leandro havia trabalhado por anos próximo ao local onde estava situada a unidade de São Miguel, e conhecia não apenas os moradores da região, mas também o seu potencial. “Aquele não era o tipo de clínica para ficar no prejuízo”, recorda Leandro. “Apesar de todas as dificuldades financeiras da unidade, resolvi assumir o risco e ficar com ela”, conta.

Quando o dentista assumiu a franquia de São Miguel Paulista, ela faturava R$ 20 mil, mas gastava R$ 50 mil. Também havia funcionários descontentes com os rumos do negócio e clientes insatisfeitos com os serviços prestados.

“Quando um empreendedor pega uma franquia por repasse que não foi bem trabalhada, como eu fiz, ele tem que mudar tudo de errado que o franqueado anterior fez”, explica Leandro. “Há muitos casos também em que o franqueado não compra a ideia da rede, e o novo empresário tem que mudar toda a forma de gestão para poder trabalhar exatamente como a franqueadora preconiza”.

Para saber se a marca é desejada no mercado e tem potencial de crescimento é importante analisar todos os fatores que envolvem o negócio para fazer o investimento com segurança.

Colocando a casa em ordem

De fato, os sócios tiveram que realinhar todo o negócio. Foram necessários seis meses para que empregados e, principalmente, clientes se convencessem de que a mudança era positiva. Ao longo do processo, eles demitiram alguns funcionários insatisfeitos – outros pediram para sair por não concordarem com o novo modelo de gestão –, e fizeram um amplo trabalho de captação de clientes, por meio da oferta de tratamentos odontológicos gratuitos ao público.

A estratégia foi positiva a ponto de ajudar os empreendedores a colher bons resultados em um prazo de dois meses, e foi replicada na próxima franquia da OdontoCompany adquirida pelo trio na região do Itaim Paulista.

Lições para todo negócio

Ao longo dos três anos de atuação do dentista dentro do modelo de franquia, muitas lições foram aprendidas. A principal delas é a de que qualquer empreendedor deve, antes de adquirir uma franquia por repasse, avaliar o investimento já realizado na unidade, o volume de clientes e, principalmente, o faturamento da unidade.

“Se você pegar uma franquia que foi mal trabalhada, e na qual você terá que fazer muitas reformas, a aquisição por repasse pode não ser a melhor ideia. No entanto, se não houver tantos problemas, pode ser uma opção muito boa. Afinal, além de ter a vantagem de o nome da franqueadora estar lá há algum tempo, já existe um fluxo de caixa, então é possível ter um negócio sustentável”, indica Leandro.

Escolha do segmento

Analisados esses pontos, o franqueado não tem dúvidas quanto à escolha de trabalhar no segmento odontológico sob o nome de uma rede de franquias. “O modelo te proporciona mais estrutura para trabalhar, e o nome passa mais credibilidade para o cliente”, esclarece.

Não à toa, Leandro e os sócios pretendem ampliar o número de franquias das quais são proprietários. Com unidades nos bairros paulistas de São Mateus, São Miguel Paulista, Itaim Paulista e Guaianazes e nas cidades de Americana, Ribeirão Pires e Mauá, o time planeja em breve comprar outras unidades da marca, e por repasse.

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