O que aprender com as cinco maiores franquias dos Estados Unidos?

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Os Estados Unidos são o berço das cinco maiores redes de franquias do mundo, além de continuarem a ser o maior exportador mundial deste modelo de negócio, e por isso os seus exemplos podem servir de inspiração para quem pretende seguir o caminho do franchising.

Uma das formas de atingir o sucesso é aprender com os erros e acertos dos outros. Quando o negócio se trata de uma franquia, o estudo de caso fica mais fácil já que é um modelo testado e aprovado anteriormente, além de reunir diversas trajetórias diferentes entre os franqueados que podem contribuir para a análise da marca.

Confira a lista das cinco maiores franquias norte-americanas e o que elas ensinam com a evolução dos seus negócios:

McDonald’s

Líder absoluto no segmento de restaurantes fast food, a primeira empreitada dos irmãos Richard e Maurice McDonald surgiu em 1937, com um pequeno restaurante. Cerca de 20 anos depois, iniciaram a expansão no modelo de franquias. Graças a esta estratégia, a rede obteve sucesso mundial, com mais de 33 mil pontos espalhados pelo mundo e presença em 119 países. Mas o que fez isso acontecer?

A capacidade de identificar oportunidades é o que conduz a marca desde o início. Ao perceberem que o principal pedido no restaurante era de hambúrgueres, os irmãos decidiram apostar neste item para simplificar processos (com uma linha de produção de lanches e o atendimento sem garçons) e aumentar a lucratividade. Esta sacada de negócio foi o suficiente para chamar a atenção de um amigo vendedor de máquinas de milk-shake (Raymond Kroc), que decidiu investir no modelo de restaurante e expandir a atuação com as conhecidas franquias.

7-Eleven

Identificar uma necessidade da comunidade fez com que a rede se tornasse uma das mais conhecidas mundialmente. Foi um empregado de uma loja de blocos de gelo no Texas que iniciou timidamente, em 1927, a venda de pão, leite e ovos aos demais trabalhadores aos domingos – dia da semana em que as demais lojas próximas estavam fechadas. Não demorou muito para que a loja, até então batizada de Tote’m Stores, crescesse e ampliasse o portfólio de produtos. Mais de uma década depois, com cerca de 60 lojas abertas, a rede ganhou o nome conhecido atualmente, baseado no horário de funcionamento das unidades: das 7h da manhã até 11h da noite, 7 dias por semana.

Entregar aquilo que as pessoas precisam fez da marca um símbolo de sucesso, pois é possível encontrar nas lojas produtos básicos como cafés, lanches, bebidas e ingredientes para o jantar de forma conveniente e prática. Em número de franquias, a 7-Eleven conseguiu ultrapassar o McDonald’s, com mais de 60 mil unidades espalhadas no mundo.

KFC

A história da marca Kentucky Fried Chicken, uma das maiores redes de fast food do mundo, fundada em 1952, impressiona pela persistência do seu fundador, o Coronel Harland Sanders. O empreendedor alcançou o sucesso depois de se aposentar, quando seu restaurante foi fechado devido à construção de uma rodovia.

Mesmo durante a forte crise econômica vivida pelos Estados Unidos na época (era o ano de 1930), Sanders passou meses tentando vender sua ideia de franquias de frango frito e recebeu mais de mil negativas por todo o país, antes de conseguir fechar um acordo com um restaurante de beira de estrada. Hoje, a marca possui mais de 20 mil franquias em diversos países e serve mais de 1 bilhão de pedaços de frango frito por ano.

Burger King

Fundado em 1954, o Burger King é a segunda maior rede de hambúrgueres do mundo, com mais de 15 mil franquias, tendo como carro-chefe o lanche Whooper. Até 2010, quando foi comprada por 3,2 bilhões de dólares pelo fundo de investimento brasileiro chamado 3G Capital, o Burger King havia passado por outras três mudanças administrativas. Estas alterações contribuíram para o fortalecimento da marca, o reforço da qualidade dos produtos e na expansão dos negócios. Não ter medo de transformações de mercado pode ser considerada uma lição a ser aprendida com o Burger King.

Subway

A ideia da marca surgiu em 1965, quando outras redes de fast-food já estavam no mercado. O fundador Fred DeLuca precisava acumular dinheiro suficiente para cursar medicina, quando se juntou a um amigo para abrir um modelo que iria transformar o cenário de lanches rápidos nos Estados Unidos. A ideia de o cliente montar o próprio lanche caiu no gosto do público e, hoje, a rede possui mais de 40 mil unidades em todo o mundo. A capacidade de oferecer algo alternativo dentro de um setor aparentemente dominado por outras marcas fez do Subway um modelo para diversos empreendedores.

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