Como integrar varejo físico com as vendas crescentes na internet?

0
116

Rotina cada vez mais atarefada, correria, trânsito e, até mesmo, a preguiça no pouco tempo livre são alguns dos inúmeros fatores que tem afastado o consumidor das lojas físicas. Somando-se a estas dificuldades, a facilidade e a comodidade das vendas pela internet permitem comprar com apenas alguns cliques.

Com o crescimento constante do comércio eletrônico – projetado em 12% para 2017, atingindo faturamento de R$ 49,7 bilhões, de acordo com estimativa da Ebit –, a nova realidade é que a procura por ambientes físicos seja por experiências. Isso exige que as lojas se reinventem diariamente para acompanhar as constantes transformações nos hábitos de consumo dos brasileiros.

Tendências no varejo

Neste sentido, surgem diversas tendências importantes que rondam o varejo. Uma das principais ficou conhecida pela sigla O2O, de online to off-line. A expressão em inglês refere-se ao cruzamento entre dois mundos há até pouco tempo separados: o real e o virtual, caracterizados pelo comércio eletrônico e pelas lojas físicas. Em sua versão mais comum, esse movimento tornou possível aos clientes fazer as compras pelo site e retirar na loja, uma alternativa as compras realizadas nos pontos comerciais com entrega dos produtos na casa do cliente. Há também o contrário: comprar pelo site e retirar na loja.

Complementaridade

O fato é que os dois ambientes devem se complementar, e a loja física acabará se tornando uma extensão do site que, muito além de vender produtos, oferece informação, soluções e serviços ao cliente, como um show room. Dessa forma, a customização do espaço acaba sendo fundamental para atingir o público de maneira eficiente e objetiva, sem competições. Cabe aos varejistas reconhecerem estas novas trajetórias de compra como potenciais trunfos e identificarem a melhor estratégia para chamar a atenção do consumidor.

Combinação

Uma outra tendência é conhecida como omnichannel. Ela integra diferentes canais em uma única operação, com o objetivo de reduzir atritos na experiência do consumidor ao combinar os benefícios de todos os canais por meio da tecnologia e da inteligência de dados.

A grife paulistana Amaro, de moda feminina, é um case de apropriação dessa nova linha. Até 2015 a marca operava exclusivamente como e-commerce e passou a ter lojas físicas expondo apenas uma peça de roupa de cada tamanho e modelo. Este formato permite que os consumidores experimentem o produto e depois possam comprá-lo por meio de terminais de autoatendimento. Ou seja, nas unidades não há dinheiro no caixa e nem no estoque. As compras são pagas apenas por transações eletrônicas e as peças, entregues na casa do cliente em até dois dias.

Outra marca que aposta na integração total entre as plataformas é o Grupo Boticário. Além das unidades de franquia Boticário, a empresa aposta em outras marcas com presença forte online como The Beuty Box e Quem disse Berenice?.

Perspectivas

Portanto, há espaço no mercado para os dois tipos de operações, reais e vituais, desde que as empresas consigam identificar as necessidades dos consumidores e tenham capacidade de adequar as estratégias. Caso contrário, se o negócio não for bem-sucedido, a culpa não será apenas do avanço do comércio eletrônico.

COMPARTILHAR