A medicina também virou franquia?

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imagem fachada partmed - texto medicina também virou franquia

O franchise, muitas vezes, inova setores. Cada vez que um novo mercado é franqueado, geralmente, abrem-se duas oportunidades. Primeiro, a de empreendedores que teriam poucas chances de abrir seus negócios sozinhos atuarem no setor de suas preferências. Segundo, a de levar produtos e serviços antes pouco acessíveis a um maior número de consumidores. É o que tem ocorrido, recentemente, no setor da saúde, que já é um dos que mais crescem, junto aos mercados de bem-estar e beleza, no universo das franquias no Brasil.

O avanço do setor de clínicas médicas franqueadas, por exemplo, ocorre também por uma questão de conjuntura. Temos hoje uma demanda reprimida nesse setor e essas clínicas são vistas como uma oportunidade de resolver um problema que, até um passado recente, não se imaginava ter uma solução confortável”, diz Paulo Zahr, fundador e presidente da OdontoCompany, de clínicas odontológicas, e da PartMed, de clínicas médicas.

Ambas são exemplos de como as redes de franquias servem como apoio à oferta de saúde para a população. “Na maior parte dos casos, há soluções parciais para os problemas dos pacientes. Alguns modelos nesse mercado oferecem consultas, outros, descontos pontuais, mas todos acabam sendo uma continuidade da rede pública, com o papel de oferecer o básico sem entrar no cerne da questão.”

A decisão de até onde cada clínica vai no atendimento aos pacientes está em cada modelo de negócios. No caso da PartMed e da OdontoCompany, há uma abrangência um pouco maior. A PartMed oferece hoje algo completamente diferente do mercado, trabalhamos com o modelo de médico particular, que dá atenção e solução ao paciente. Em nossas franquias os clientes podem, além de consultas, adquirir e contratar todos os exames, internações e procedimentos dos mais simples aos mais complexos, como ressonância”, diz Zahr. “Temos núcleos sêniores que trabalham muito forte com longevidade, com foco em cardiologia, oftalmologia, ortopedia e nutrição. Neste ano, iniciaremos um núcleo oncológico.”

 

Oportunidades nas transformações do setor

Um dos pontos críticos no Brasil na área da saúde é a redução do número de pessoas que contam com planos de saúde – como resultado da crise e dos efeitos na renda – o que não apenas sobrecarrega a saúde pública como, também, deixa muitos brasileiros preocupados. “Não é bom para ninguém perder garantias”, diz Zahr. “Temos, porém, que estimular o mercado e, sem dúvidas, nosso modelo de negócios é uma solução imediata e segura para estas pessoas que precisam de tratamentos médicos.”

A procura é grande. Segundo Zahr, a demanda anual é de 500 milhões de consultas por ano, com quase 2 bilhões de exames a serem executados. “Não conseguimos, porém, atender a 30% desses números”, diz ele. Só neste ano, a OdontoCompany já vai fazer 5 milhões de procedimentos.  “Por isso, temos que propor para as pessoas tecnologias que sejam acessíveis. O que nossa saúde precisa é velocidade e temos muita agilidade para corresponder.”

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